Não é loucura, é compaixão…
Estava há pouco discutindo com uma amiga no Google Talk sobre a necessidade de castração de sua gata, a Brisa, que já está prenha pela segunda vez. Na primeira ninhada foram 3, agora serão mais ou menos isso também. São aproximadamente seis animais.
Seis animais. Os três primeiros morreram de “morte natural”, conforme informações da minha amiga, logo nas primeiras semanas. Mas quem garante que estes próximos terão o mesmo destino?
Que destino terão mais 3 (ou até mais!) animais? Ela me disse que já os doou. Mas quem garante que esses filhotes crescerão e ficarão com a mesma família. Claro que há exceções, mas na maioria dos casos, esses animais vão parar na rua. Nós, que gostamos de animais e cuidamos dos abandonados, sabemos disso. Vemos esses animais atropelados, passando fome, frio, na chuva. Vemos esses pobres bichinhos sofrendo com dores e infecções… uma morte lenta, desmerecida.
Desnecessária.
A castração, logo no início da vida do animal preveniria tais “imprevistos”, evitaria muita dor de cabeça para o dono do animal.
De acordo com a Fundação Alexandra Schlumberger, a castração, além de ajudar no controle populacional dos animais, ainda é um benefício à saúde. Na fêmea, ajuda na prevenção de tumores na mama, de ovários e de útero; além de prevenir a piometra, uma infecção uterina. Ainda evita que o animal desenvolva diabetes e obesidade (sob alimentação controlada e balanceada – não adianta castrar e dar só gordura e porcaria pro bichinho, assim todo mundo engorda, até você!).
Nos machos diminui a incidência de tumores testiculares, câncer de próstata, hérnias perineais, hipertrofia prostática e melhora do comportamento do animal (pára de demarcar o território com xixi, por exemplo, e diminui a agressividade). As estatísticas comprovam que animais castrados vivem mais.
E, se você está pensando: “mas coitadinho… não vai cruzar nem uma vez?!”, saiba que o animal não sente desejo sexual e não experiencia o orgasmo. O animal faz a “cruza” simplesmente para a perpetuação da espécie. E já há animais para doação e venda até demais nesse mundo! Você não precisa que o seu macho ou a sua fêmea coloque os genes dele para rodar.
Além desses benefícios físicos, há ainda o benefício, digamos, humano. Não haverá abandono de filhotes, não haverá animais mal-tratados, envenenados, atropelados. Esses animais não sofrerão a falta de uma família, de amor, de carinho.
E, na conversa com a minha amiga ela disse algo como: “mas é aborto, é loucura!”, no que eu respondi: “não é loucura, é compaixão”.
Pense nisso: você gostaria de passar por essas agruras? Então por que forçar esses animais a isso? Eles que não têm como se defender ou responder.











